📢 BOMBA! Justiça Federal nega devolução do dinheiro vivo encontrado na casa de ex-primeira dama Soraia e Ex-prefeito de candeias Pitágoras.

A Justiça Federal da Bahia negou, no último dia 18 de maio, o pedido de devolução de R$ 43.500,00 em espécie encontrados na residência de Soraia Cabral, ex-primeira-dama do município e ex-secretária na gestão do marido, o ex-prefeito Dr. Pitágoras Ibiapina.

O dinheiro foi localizado em um local reservado do casal, durante operação da Polícia Federal, em 2021. A ação fazia parte de um inquérito que investiga fraudes em dispensas de licitação e desvio de recursos públicos na gestão municipal de Candeias.

Soraia alegou que os valores seriam fruto de sua remuneração como servidora pública e apresentou extratos bancários como justificativa. Contudo, o juiz federal Ailton Schramm, da 17ª Vara Federal Criminal, considerou a explicação inconsistente e insuficiente para comprovar a origem lícita da quantia. Segundo o magistrado:

“A quantia foi localizada em ambiente reservado da residência… fato que, por si só, revela conduta atípica e que demanda cautela no exame da licitude da origem dos valores.”

O Ministério Público Federal também se manifestou contra a devolução, destacando que a origem do dinheiro não está esclarecida e que há fortes indícios de que os valores possam estar ligados aos crimes investigados na Ação Penal nº 1020807-18.2021.4.01.3300.

O silêncio do casal e as perguntas sem resposta
Mesmo após a repercussão da decisão judicial, Soraia Cabral e Dr. Pitágoras seguem em silêncio. A população de Candeias, no entanto, começa a se perguntar:

Por que uma ex-servidora pública guardava R$ 43 mil em espécie, em casa?

Se o dinheiro é lícito, por que não foi possível comprovar sua origem?

Qual o envolvimento do ex-prefeito nas ações investigadas?

Quais outros valores podem ter sido movimentados sem controle durante sua gestão?

Nos bastidores da política local, a decisão judicial reacende debates sobre a transparência da antiga administração e alimenta a desconfiança de que práticas lesivas ao interesse público podem ter sido encobertas por discursos de progresso e modernização.

Enquanto a cidade lida com problemas sérios em infraestrutura, saúde e educação, a lembrança de um governo que hoje responde na Justiça por suspeitas de desvio de recursos é um alerta claro: Candeias não pode repetir os erros do passado.

A investigação segue em curso. A sociedade civil e os órgãos de fiscalização permanecem atentos.