A publicitária e mochileira brasileira Juliana de Souza Pereira Marins, de 24 anos (nascida em Niterói-RJ), morreu no dia 24 de junho de 2025 após um acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, Indonésia.
Os fatos
- Juliana estava em viagem pela Ásia como mochileira e resolveu fazer o percurso ao Monte Rinjani — que tem altitude aproximada de 3.726 metros.
- No dia 21 de junho de 2025, durante o trajeto, conforme relatos de familiares, ela teria pedido para descansar por fadiga e ficou sozinha por cerca de uma hora. Depois, escorregou em uma trilha escorregadia e caiu cerca de 300 metros abaixo do caminho principal.
- Imagens de drone captaram sua posição em zona de difícil acesso. As equipes de resgate enfrentaram terreno muito íngreme, neblina e condições desfavoráveis para chegar até ela.
- Quatro dias depois da queda, em 24 de junho, as autoridades indonésias confirmaram que Juliana não resistiu aos ferimentos.
- A autópsia na Indonésia indicou que a causa da morte foi traumatismo decorrente de múltiplas fraturas e hemorragia interna “após uma queda de grande altura”. Não houve sinais de hipotermia.
Impacto e repercussão
- O caso ganhou ampla repercussão no Brasil e no exterior. Amigos, familiares e a mídia passaram a questionar não apenas os riscos da trilha, mas também a velocidade e as condições do resgate.
- Foi levantada a discussão sobre responsabilidades: do guia, da agência de turismo, das autoridades locais, bem como sobre condições de segurança em trilhas de aventura em países estrangeiros.
- Em paralelo, surgiu o debate sobre o custo do translado de corpos de brasileiros que morrem no exterior. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) afirmou que, de acordo com decreto vigente, não era responsável pelas despesas — gerando polêmica pública.
Lições e alertas
Este caso evidencia vários pontos que merecem atenção para quem viaja para trilhas ou aventuras em ambientes de risco, especialmente no exterior:
- Verificar seguro-viagem com cobertura para atividades de aventura (escalada, trilhas de altitude) — no caso de Juliana, há incerteza sobre a cobertura desse tipo de atividade.
- Avaliar o nível de preparo físico, equipamentos adequados, guia ou empresa confiável, e entender os riscos específicos do trajeto (altitude, clima, terreno instável).
- Ter consciência dos fatores agravantes: terreno de vulcão, clima imprevisível, local remoto — tudo isso dificulta resgate e aumenta risco de fatalidade.
- Entender que em muitos países, mesmo destinando atenção para turistas, as condições de socorro podem ser muito diferentes das encontradas em regiões desenvolvidas.
- Em caso de acidente grave no exterior, a família pode enfrentar não apenas o impacto pessoal, mas também logística e custos de recuperação ou translado — algo que, neste caso, gerou repercussão significativa.
Se você quiser, posso levantar todos os documentos públicos até agora sobre o caso (autópsia, relatório de resgate, reações diplomáticas) para aprofundar — deseja que eu faça isso?