O caos da mobilidade em Candeias

Com a inauguração da nova Rodoviária de Salvador, reforça-se o debate sobre a mobilidade urbana de Candeias. A cidade já passou da hora de contar com um Plano de Mobilidade Urbana sério e eficiente, capaz de oferecer mais conforto, fluidez e segurança tanto para os munícipes quanto para quem nos visita.

É cada vez mais evidente a necessidade de mudança do local da rodoviária atual. Embora essa proposta possa causar críticas e estranhamento num primeiro momento, a experiência mostra que, com o tempo, a população compreenderá que se trata de uma medida necessária e estratégica para o futuro da cidade.

No projeto inicial, a Avenida João Isidório teria um papel estruturante: desafogar o trânsito urbano, ligar a BA-522 ao distrito de Passé, implantar uma nova rodoviária e ainda criar uma integração regional, com conexão ao VLT de Salvador, que chegará a Simões Filho. No entanto, o projeto foi encurtado, os custos da obra extrapolaram todos os limites aceitáveis e, ao final, não trouxe melhorias reais para a mobilidade urbana. Hoje, a avenida cumpre muito mais o papel de pista de corrida do atual prefeito e, futuramente, de palco para arrastões musicais, do que de solução estrutural para a cidade.

Candeias precisa, com urgência, de um plano de mobilidade eficiente, construído de forma integrada com os governos estadual e federal.
O município carece de obras estruturantes, pensadas para o desenvolvimento econômico, social e urbano a médio e longo prazo.

Candeias não pode mais viver de obras superficiais e paliativas. É hora de planejamento, visão de futuro e compromisso real com o desenvolvimento da cidade.